Coisas esquecidas
Eu queria uma casa com varanda
Em um sítio pequeno, mas distante,
Paredes todas brancas, sem corante,
E janelas azuis com platibanda.
No quintal, arvoredo refrescante,
A correr uma brisa sempre branda;
Rego d’água e monjolo, de uma banda,
A socar em seu ritmo elegante.
Lamparina, em noite enluarada,
No curral, a mugir os animais,
No fogão, café quente e broa assada.
São lembranças de tempos sem iguais,
O oposto desta vida agitada.
Coisas essas que a gente não vê mais.
(05/02/2016)
Maurício Apolinário
Enviado por Maurício Apolinário em 09/10/2026
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