Os brasileiros vão se arrepender amargamente de encher o Congresso Nacional de pseudo-evangélicos. Essa escolha precipitada poderá trazer consequências graves para a democracia, pois muitos desses representantes utilizam a fé como instrumento de manipulação política. O risco é transformar valores espirituais em moeda de troca, enfraquecendo instituições e confundindo o povo sobre o verdadeiro papel da religião na sociedade.
Sou evangélico há 35 anos e me sinto à vontade para fazer tal afirmação. Minha trajetória de fé me permite distinguir entre líderes comprometidos com o Evangelho e aqueles que apenas exploram a crença popular. A experiência acumulada mostra que a espiritualidade genuína não deve ser usada como ferramenta de poder, mas como guia para justiça, ética e solidariedade.
Sugiro a leitura do livro “Feridos em nome de Deus”. Essa obra revela como práticas religiosas distorcidas podem causar danos profundos às pessoas, expondo abusos cometidos em nome da fé. A leitura é essencial para compreender os perigos da manipulação espiritual e para fortalecer a consciência crítica, evitando que a religião seja usada como arma política ou opressiva.