"Deus não faz acepção de pessoas." (At 10:34)
EDUCADOR E PALESTRANTE
Na luta por uma educação inclusiva de alunos com transtorno do espectro autista.
Textos
Igrejas evangélicas e aculturação
          ALGUMAS igrejas evangélicas, atualmente, estão seguindo o mesmo caminho que a Igreja Católica no passado, absorvendo para si traços culturais mundanos, pagãos, e muito da tradição criada pelo homem ao longo dos séculos.
          É o caso das festas juninas, que já estão presentes em muitas igrejas evangélicas, disfarçadas em evangelismo e denominadas 'arraiá de Judá' ou 'festa caipira'. O que os líderes dessas igrejas não percebem é que estão repetindo o mesmo erro, tão criticado por eles, cometido pelo catolicismo nos primórdios da igreja.
          A origem das festas juninas é pagã. Antes de ser absorvida e adaptada pelo cristianismo católico, era uma festa em homenagem à deusa Juno (daí o nome – que não tem nada a ver com o mês de Junho), mulher do deus romano Júpiter.
          No Brasil, esta festa foi introduzida pelos jesuítas, sendo comemoradas na mesma época em que os índios celebravam seus rituais de fertilidade, daí a introdução, juntamente com as rezas e fogueiras, de comidas advindas da mandioca, da batata-doce, do milho, do amendoim, estes três últimos em plena época de colheita. Os índios consideravam tal fartura como uma bênção de seus deuses, e comemoravam com cantorias, danças e rezas, além da comida farta.
          O interessante é que alguns líderes, radicalmente contrários aos blocos evangélicos no carnaval, com fins evangelísticos, permitem a introdução da festa junina, com roupas típicas, quadrilha e tudo o mais (inclusive uma bebida forte com gengibre) em nome do evangelismo, como se os fins justificassem os meios.
          Um líder evangélico afirmou o seguinte: “O pecado está na consagração: se for consagrado a ídolos é maldição, mas se for consagrado a Deus será santo e não podemos considerar imundo aquilo que Deus santificou. O altar purifica o ouro.” Mas será que Deus está realmente santificando tanta coisa impura e imunda que o homem tem colocado em seu altar?
          É bom corrermos os olhos pela história e ver o que ocorreu com a Igreja Católica, e, então, comparar com o que os evangélicos estão fazendo hoje.

Fontes:
Revista - Galileu Junho 2003 nº143
Enciclopédia Eletrônica
Maurício Apolinário
Enviado por Maurício Apolinário em 27/06/2007
Alterado em 04/04/2011
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