CONTRATE AS PALESTRAS DO PROF. MAURÍCIO APOLINÁRIO
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O canário que gravou um CD
      O canarinho Esbelto nasceu em uma gaiola, ali cresceu e aprendeu a cantar. Mas o tempo foi passando e ele então percebeu que para além daquela enorme gaiola havia um espaço bem maior e muito mais bonito, cheio de árvores. Surgiu,assim, a contade de voar. E comentou:
     - Papai, isso aqui não é vida. Precisamos nos libertar.
     - Impossível, meu filho. E para quê? Aqui nascemos e apredemos a viver. Não nos falta nada.
     - Falta, sim! Você já viu a algazarra que fazem os pardais lá fora? Voam o dia inteiro.
     O pai não deu resposta e o deixou sozinho com suas idéias. Tinha que haver um jeito. Isso tinha, sim. Sabia que seu dono era muito bom, mas não entendia a sua linguagem de pássaro. Apenas gostava das canções. E como gostava! Vivia a elogiá-lo, a dar-lhe a maior atenção, porém nunca pensou em soltá-lo. Disso tinha certeza. E ficava horas e horas a matutar num canto da gaiola, mudo, sem se importar com os outros.
     - Ele adorou minha última sinfonia. Quem sabe se eu fizer... Não... Não adiantaria.
     Sonhava em pousar no galho de um cajueiro e cantar, apreciando o entardecer. Passear por aquele imanso poma, correr pelo chão, fazer novas amizades. Nada como a liberdade! Sim! A liberdade foi inventada para todos! E ele tinha o direito de ser livre!
     E aumentava a cada dia a vontade de sair da gaiola. Não só ele, mas todos que viviam presos. Nada sabia da vida lá fora, e imaginava, olhando os pardais que brincavam livres no arvoredo.
     Devia ser bonita a primavera, quando o ar se torna perfumado e a paisagem fica de todas as cores. Os frutos crescendo lentamente, amadurecendo, saborosos.
     E a chuva? Voar debaixo de uma garoa havia de ser maravilhoso. Depois, sacolejar-se ao sol aquecendo-se, e voar, voar, voar...
     O filho de seu dono sentou-se na mesa com um violão, e começou a cantar. Linda música! Ele prestava atenção e acompanhava baixinho. Gostou. E quando o menino voltou a cantá-la, encheu o peito e abriu o bico. Surpresa! O entusiasmo tomou conta de todos, e seu dono buscou o gravador. Entrava música, saía música, ele sempre acompanhando.
     Muita gente se interessou pela fita, e ele acabou indo parar no estúdio de uma gravadora. Gaiola nova, brilhando. Os músicos começaram a tocar as mesmas músicas, e ele permaneceu mudo. O que será que aconteceu? Mudança de ambiente?
     - Cante, Esbelto. Mostre suas qualidades.
     Nada. Quietinho, olhava para o dono. E este resolveu tirá-lo da gaiola nova e passá-lo para a antiga. E foi aí que ele deu um jeitinho de escapar.
     - E agora? - perguntaram todos.
     Ele pousou no microfone e cantou. Conseguiram, então, realizar a gravação do CD. Depois que terminou, ele pousou no ombro de seu dono e roçou-lhe a face com a cabecinha. Conquistou a liberdade.
     A fama surgiu. Aparecia na capa do CD ao lado de um violão, elegante, arrancando elogios de muitas bocas. A imprensa comentou o acontecimento, e Esbelto nunca mais ficou preso numa gaiola. Agora podia voar para onde quisesse,e vivia feliz.
     - Eu não disse, papai, que um dia encontraria a liberdade? Demorou, mas consegui. Vale a pena ser cantor.
     E, em cima da gaiola onde nasceu, fez um convite muito especial, dirigido à sua família, os pais e quatro irmãos:
     - Vamos formar uma orquestra?
     Também os outros conquistaram a liberdade.
     E Esbelto e sua orquestra, livres, alegraram o mundo com sua música.
Maurício Apolinário
Enviado por Maurício Apolinário em 29/05/2008
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